Francisco Benjamin de Souza Muniz, baiano, nascido em
Salvador, sempre teve grande afinidade com a dança, uma verdadeira paixão
pela música e encantamento pela magia da sua cidade natal. Beija ou Beijoca,
como é conhecido, apresenta a sua arte oferecendo um selecionado repertório
da música popular romântica brasileira e internacional. “Independente da
época em que foram criadas, as músicas são escolhidas para o meu show pela
riqueza e beleza de suas composições, passando pelos elaborados arranjos
de Artur de Aguiar”, revela Beija. As agradáveis canções na voz de Benjamin
refletem o bom gosto do artista ao trazer em sua lista de músicas o que
há de melhor no mercado fonográfico mundial.
Acompanhado por músicos talentosos e competentes, já conhecidos no cenário
baiano, Beija tem atraído um grande público nas suas apresentações, sempre
realizadas em datas especiais, a exemplo do show em homenagem aos namorados.
“Este show é sempre feito no dia 12 de junho, por particularmente acreditar
que os momentos românticos jamais serão esquecidos”, diz Beija.
Em 1964, Beija, o Beijoca como era conhecido na roda de capoeira, aluno
de Mestre Bimba, ao passar no vestibular de Administração – UFBA, encontra-se
com o também recém aprovado Ubirajara Almeida (Bira – o famoso Acordeom),
exímio capoeirista, por quem já nutria grande admiração por sua pluralidade
artística. Neste período Beija começou a participar dos treinos de capoeira
e dos ensaios musicais que aconteciam na casa do Bira, em Brotas, juntamente
com grandes capoeiristas da época. Surge então uma grande amizade entre
Acordeom e Beijoca.
Em 1965, Ubirajara Almeida (Acordeom - apelido quando aluno de mestre Bimba),
empresário e mestre de capoeira radicado na Califórnia (EUA), hoje à frente
da United Capoeira Association, ainda na faculdade, fundou o Grupo Folclórico
da Bahia e convida Beija a entrar nessa viagem de sonhos.
Em 1966, sob a liderança de Acordeom, o grupo apresentou o show “Vem Camará”,
no Teatro Vila Velha (Salvador) e Teatro Jovem (Rio de Janeiro), que teve
continuidade, pelo sucesso, em 1967, com outro nome “Quem vem lá – Vem Camará
67”. Neste mesmo ano Bira se afasta do grupo e Beija continua participando
da música, da capoeira, porém, assume o grupo como produtor, diretor artístico
e roteirista, com a responsabilidade por Mãe Zefa (uma Senhora de 100 anos
que vivia sob os cuidados de Acordeom e família), responsabilidade essa,
que se transforma em uma interação de amor, como se filho e mãe fossem.
O Grupo Folclórico da Bahia veio a se chamar Olodum – que significa o “dono
da festa” - no ano de 67, quando Beija, juntamente com Mãe Zefa, guia espiritual
do conjunto, e mais seis amigos (Gugu Muniz / “irmão de Beija”, Onias Camardeli,
Fernando Pallos, Josevaldo Lima/ “Saci”, Edmundo Dante / “Cascavel”, Edvaldo
Carneiro/ “Camisa Roxa”) resolveram modificar o nome, com o objetivo de
difundir a cultura afro-brasileira pelo mundo. Benjamin participou do 3º
Festival Latino Americano de Folclore, com o Olodum, em Salta (Argentina),
conquistando três medalhas de ouro e uma de prata. Com essas premiações,
a equipe realizou diversos shows em Buenos Aires.
De volta à Bahia, O Olodum sob a direção de Benjamin Muniz, exibiu os espetáculos
Luanda Silé, Perturbações de Exu e Horunmilá por diversas vezes no Teatro
Castro Alves e em alguns festivais, como o “Festival de Música e Dança em
Los Angeles (EUA), e Festival de Folclore em Quito (Equador), neste último
trazendo o troféu “Rumiñahui de oro – 1968 ”.
Ao apresentar os shows para o público, Benjamin sempre esteve presente como
roteirista, diretor artístico e também integrante do espetáculo. E em 1969,
o grupo recebeu mais um prêmio para a coleção, “Melhor Conjunto de Dança
– Show sobre a Lavagem do Bonfim” pelo Festival Latino Americano em Buenos
Aires (Argentina). Não somente a capoeira, mas também o maculelê, candomblé
e samba de roda se faziam presentes nas apresentações.
Em 1972, após tantas conquistas com a música e a dança, Benjamin Muniz decide
se afastar das atuações artísticas e opta por seguir a sua formação superior
em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA),
desenvolvendo atividades empresariais. Quinze anos depois, Beija se tornou
Auditor Fiscal concursado pelo Estado da Bahia (Secretaria da Fazenda).
Por ter a música correndo em suas veias, após alguns anos, exatamente em
2000, Benjamin não resistiu e retomou a sua carreira como artista, se unindo
a um dos precursores do Rock’in Roll no Brasil, Thildo Gama (grande amigo
de Raul Seixas). Juntos, Benjamin e Thildo produziram um novo projeto: Beija
& Gama, no qual fizeram um trabalho em sua maioria autoral, com um grande
toque de romantismo nas letras e melodias. Um ano depois, lançaram o álbum
“Jogo da Sedução”, composto por músicas ecléticas, buscando não serem rotulados
por um estilo único, tendo como inspiração o sentimento de baianidade.
Em 2005, Beija e Thildo decidem seguir rumos diferentes. Depois da separação,
Benjamin Muniz continuou cantando e transmitindo todo o seu sentimento através
de um timbre marcante, com as melhores canções de todos os tempos do repertório
nacional e internacional. E desta forma, Beija tem conquistado fãs pela
Bahia por trazer consigo simpatia, qualidade vocal e interação com o público.
“A grande emoção do show é quando as pessoas participam se tornando protagonistas
das festas”, fala Benjamim. A banda é formada por músicos jovens e de meia
idade, em total harmonia, comprovando que o artista nunca envelhece.
A banda é formada por:
Benjamin Muniz (O Beija) – Vocalista
Marta Lan - Vocalista
Pereira – Saxofone
Artur de Aguiar – Guitarra
Arturzinho de Aguiar – Baixo
Anderson – Piano
Wagner Souza (Vaguinho) – Bateria
Nando Cubano – Percussão